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   PRINCÍPIOS DO CULTO DE YEZAM

         O culto de Yezam consiste em ritos surgidos no continente africano há cerca de 4.500 anos A.C. Seu aparecimento deveu-se à coalizão formada pela etnia Shísker-Ikú nativa da floresta chamada do Mayombe, cuja localização geográfica é na margem norte do rio Congo, atualmente no Zaire, seus membros são conhecidos como os pigmeus ou bosquímanos.

          Também o outro grupo étnico que formou esta união foram os Mandingas, cujo extenso território cobria a área agora ocupada pela República Centro-Africana, Zaire, Ruanda, Congo e República de Angola.

           É importante notar que estes acontecimentos ocorreram aproximadamente na mesma época em que o Egito estava passando pela construção da Grande Pirâmide de Keops e no momento em que, do outro lado do planeta, no ainda desconhecido Novo Mundo, os astecas fizeram o enorme êxodo pela Mesoamérica, buscando um novo assentamento para se instalar na mais famosa cidade de Tenochtitlan.

          Assim, as hordas de Shísker-Ikú-Mandinga invadiram com grande impulso todos os países da África Ocidental, alcançando as costas da Guiné e depois retirando-se para estabelecer um poderoso Império na Cidade de Abomey, Dahomey também conhecido na época como o país Nago.  Eles criaram o famoso culto da Divindade chamada Ozanyín, mais tarde conhecido como Ozaín.  Conseguiram expandir com feroz repressão este culto por todo o continente africano, realizando constantes invasões punitivas criando assentamentos em diferentes regiões, das quais a mais conhecida é a fundada na África do Sul, denominada Império Zulu, governado pelo Mandinga Chaka N`Go M`Bembo.

Devido aos excessos dos sacerdotes guerreiros deste cruel império foi destruído também e principalmente por um de seus sacerdotes chamado Hunon Dagboel de origem Hula, que travou uma guerra de tal magnitude contra seus acólitos que foi conhecida como a Guerra das Sete Potências Africanas ou a Mão Poderosa.  Hunon Dagboel, eliminou dos ritos os sacrifícios de animais e humanos, também incorporou o termo religioso de Ala Wowwo, cujo significado é Rei da Nação Arará.  Ele foi o fundador do culto da Divindade chamada Olokun Yekun, para o qual ele escolheu um templo em Abomey.  Por sua vez, ele transformou o culto até então muito primitivo em um amplo e variado sacerdócio, criando cinco tipos de caracteres criptográficos (escrituras), cerca de quinze tipos de tabuleiros de diferentes formas e tamanhos, criando um sistema oracular muito variado e 2.000 Ozawas (signos). Nomear o culto Yezam como si mesmo é chamado  sua Suprema Cerimônia de Iniciação, cuja palavra significa (Vida Eterna).

           Hunon também criou a capacidade de entregar 50 poderes ou assentamentos cada um em nome de uma Divindade Moggum; 10 Primários, 30 Superiores, 7 Supremos e 3 poderes Supra Ni Abberilo.

             Hunon Dagboel  foi o primeiro na lista dos 11 Ala Wowwos estrangeiros, iniciados no culto de Yezam fundado por ele. De esses Ala Wowwos, 4 foram investidos como “Obbaniye Ovaniye”(Rei de Reis).  Todos eles foram os únicos extrageiros iniciados até nossos dias.

  1. Hunon Dagboel de origen Hula*
  2. Ocange de origen Musundi*
  3. N’ Kutu Moane de origen Mandinga
  4. M’Butu Damba de origen Shísher-Ikú
  5. Tamnefo de origen Asaroko
  6. Oggoruo de origen Goro
  7. Aggaro de origen Fulani
  8. Meweka de origen Fons
  9. Olúfina Lubbe Shango de origen Ioruba*
  10. Almirante Sen He de origen Chines
  11. Bohordem Rá SaMyer PhuruLL de origen Cubano*

        Aquele que escreve estas linhas foi iniciado no culto de Yezam pelo Patriarca octogenário chamado M`Benya Bakinguela.  Na aldeia de N`Nokí, região de M`Banza Congo, Angola, 12 de Fevereiro de 1977.  Durante anos me dediquei a fazer um trabalho exaustivo do ponto de vista etnológico, histórico e antropológico sobre este culto milenar.  Do qual escrevi até os atuais 14 livros, nos quais sem dúvida os menores detalhes históricos e antropológicos são fielmente recolhidos.  Também apoiada pela rica tradição oral dos antepassados de diferentes regiões do continente africano.   Além disso, os livros têm valor oracular já que cada um deles constitui uma ferramenta de trabalho para nossos sacerdotes e nossos fiéis seguidores do culto; que já somam centenas de iniciados dentro e fora do meu país desde que cheguei a Cuba em 1995, sendo apresentados no Escritório Regional da UNESCO em Cuba, presidido pelo Dr. Van Hoff, sendo aceitos como Projeto Comunitário do “Rescate,Preservação e Revitalição da Regra de Ozaín em Cuba”.

      “OS SEGREDOS NÃO MORREM, DORMEM ATÉ QUE ALGUÉM OS ACORDE…” 

                                                         Hunon Dagboel

Sobre nós

Yezam é um culto cuja missão é PROTEGER, AJUDAR E ORIENTAR os Sacerdotes e fieis dos diferentes cultos de matriz africana, também aos laicos e ateus…

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