Histórias

Chaka MʼGó MʼBembo

Chaka MʼGó MʼBembo foi uns dos chefes do Império Shísher Ikú-Mandinga que estava liderado por o Oshobba Olorí (Rei) Wanga NʼGungu líder máximo dos Shísher Ikús, originários da selva de Mayombe, ao Norte do Rio Congo e por NʼGuabi Funde, MʼFumo (Rei) dos Mandingas, no território que hoje em dia engloba os países chamados República Centro Africana, República Democrática do Congo, República do Congo, Gabon Uganda, Tanzânia e Angola. Então o chefe principal das forças Mandigas sob as ordens de NʼGuabi Funde, foi o Mandinga Shaka MʼGó MʼBembo. Depois que eles estabeleceram a sede do Império Abomey na Cidade de Dahomey, conhecido também na época como “O país Nagô.” Começaram a se estender por vários países do Continente africano, por meio de invasões que atingiram nações que estão ao Leste, Oeste e o Sul da África. O homem que se encarregou com a missão de invadir os países do extremo Sul da África, foi Chaka No que conquistou as regiões que hoje em dia, compreendem Botswana, Lesoto, Moçambique e o Sul da África. Onde estabeleceu um verdadeiro Império que ele chamou Zulu, pois esta palavra significava “Invencível.” Então muitos anos depois um de seus tataranetos se converteria em um dos Reis mais legendários na África, seu nome seria Shaka Zulu. A maior dor de cabeça para os colonizadores ingleses até sua morte…Que aconteceu por causa das lutas devido ao tribalismo e também conspirações fratricidas

O Rei Shaka Zulu

Os Guerreiros Zulus

Os Guerreiros Mandingas e suas armas.

Os Guerreiros Shísher Ikús

(pigmeos da selva do Mayombe)

“HOMEM É MÁS QUE BRANCO, MÁS QUE NEGRO, MÁS QUE MULATO…”

O IMPÉRIO MANIKONGO

Também vale destacar, que outro general Mandinga que foi comissionado por dois Reis das forças Shísher Ikús-Mandingas, para invadir outros territórios seria o Oshobba Olorí chamado Manikongo. Rei dos guerreiros Goros de Menongue, na atual Angola. Assim o Rei Manikongo conquistou um grande território, que abrangeu desde a Namíbia até Cabinda na desembocadura do Rio Congo, Norte de Angola. Esse território foi grande demais, por isso ele o dividiu em os reinos em nove territórios e em cada um deles designou um Rei a seu serviço. Então foi conhecido seu Império como o Império Manikongo, que seria no futuro uma peça muito importante no desenvolvimento de importantes lutas contra os europeus que chegavam com os navios para realizar o tráfico de escravos. Pois no século 16, pelo ano 1583, nasceria uma menina que se converteria na Rainha chamada N’Zinga M’Bande. Que por aqueles tempos, lutou muito contra os colonialistas portugueses desde seu reinado na região de Matamba onde acabou com as rotas de tráfico de escravos realizadas pelos portugueses e também pelos holandeses. Até sua morte, que aconteceu aproximadamente no ano de 1656. Essa Rainha angolana, foi um vivo exemplo da valentia dos descendentes do Império Manikongo.

Rainha N’Zinga M’Bande

Guerreiros Goros de Menongue

AS DOBBANAS DE DAHOMEY

É muito importante para os seguidores das lendas e também das histórias do Continente africano, conhecerem tudo que é referente à todos estes povos antigos e sofridos. A África com certeza, teve mais histórias, lendas, heróis e mártires do que qualquer outro continente. Por isso, sem dúvida alguma, ser o berço da civilização…

O vocabulário DOBBANA deriva se do dialeto mahi, da região de Kpein Vedge no antigo Dahomey, e seu significado é “Sacerdotisa Guerreira”. Este vocabulário é utilizado desde o tempo que a rainha Na Wanguele governou o país, e que comissionou as mulheres sacerdotisas como únicas integrantes dos exércitos. Tinham uma preparação de verdadeiras forças de elite capazes de derrotar a outros exércitos bem treinados, foram boas lutadoras com facas, lanças e também na “Wamdara” (arte marcial de luta a mãos limpas). Naqueles tempos, uma das DOBBANAS que mais se destacou com só 15 anos de idade foi Yansá Jékua, conhecida como Oyá. Pois na frente das Dobbanas liberou a Cidade de Dassa Soumé no Dahomey, lugar onde nascera ela…

As Dobbanas também tiveram uma grande participação muitos anos depois, nas lutas contra os colonialistas Portugueses e também os franceses. Os quais chamaram a elas “Amazonas de Dahomey” ou “guerreiras Nagô”.

Por isso, no sacerdócio de Yezam são muito respeitadas por todos, pois seu trabalho no culto é fundamental. Já que seu papel é organizar as liturgias, preparar os assentamentos, garantir a segurança. Então as DOBBANAS maiores que complementam esses objetivos por ordem são;

A Dobbana Fhurá esposa do Ala Wowwo, a DOBBANA Igborissa, a DOBBANA Boressa e a DOBBANA Maesse.

ADDEJÁ NO YEZAM

(Baixada de Orixá no Yezam)

No sacerdócio de Yezam, uma de suas liturgias é o “ADDEJÁ”. Essa prática é muito importante já que a pessoa tem a oportunidade de receber as orientações diretas de seu Orixá, esse ritual pode ser realizado no Yezam só por um ¨OKOLOBBÁ” (Mestre de Oráculos), o seja, o Ala Wowwo.

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